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terça-feira, 31 de março de 2015

Campanha Salarial: Trabalhadores do Serpro de Santa Catarina decidem não passar procuração para a Fenadados



Em assembleia realizada na última quinta-feira (26/03), os trabalhadores do Serpro de Santa Catarina aprovaram, por ampla maioria, não repassarem procuração à Fenadados. Isso significa que quem deverá representá-los nas mesas de negociação e demais fóruns de debate com a direção do Serpro durante a campanha salarial será o Sindpd/SC. E o Sindpd/SC poderá atuar em conjunto com as outras entidades que também deliberaram não repassar procuração para a Fenadados, são eles: o Sindppd/RS, Sindados/Serpro-BA e SindTIC/Sergipe.

Essa decisão, corajosa, ocorreu em meio à ameaça da direção da empresa de fazer o desconto dos dias parados dos funcionários que participaram da greve em 2013. A Fenadados propôs à categoria catarinense que votasse em assembleia a aceitação da cláusula 31 do ACT de 2013/2014, que garantia o direito de compensar 50% dos dias parados conforme foi feito para os demais estados filiados à federação. Isso implicaria em os trabalhadores aceitarem os termos propostos pela Fenadados. 

Atualmente, o Sindpd/SC possui em seu favor uma cautelar judicial, que impede tal desconto. Por maioria, os trabalhadores rejeitaram a cláusula proposta pela Fenadados.





A diretora do Sindppd/RS e da FNI, Vera Guasso, participou da assembleia
a convite dos colegas e do Sindpd/SC.





Em relação à greve do ano passado, na qual os colegas catarinenses inovaram fazendo a mobilização da jornada das 6h diárias,  a direção do Serpro não aceitou assinar o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) proposto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) e manteve a punição aos colegas. A situação está em análise pela procuradora do Ministério Público do Trabalho que acompanha o caso e o assunto poderá servir para uma ação civil pública. É grande a possibilidade de que o Serpro tenha que reparar os danos causados aos trabalhadores.

E a Fenadados nisso tudo? Não moveu uma ÚNICA palha a favor dos colegas, demonstrando que a solidariedade de classe, uma bandeira histórica dos trabalhadores, não tem validade para essa federação.



OLTs e sindicatos que constroem a FNI e entidades parceiras

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