Componentes da Frente

FNI - Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática {APOIAM ==> SINDPD/SC; SINDTIC/SE; OLT SERPRO/BA; OLT SERPRO/RJ; OLT Dataprev/SP; OLT Datraprev/RS; OLT SERPRO/RS; SINDPD/RS }

O Que é a FNI

A FNI é o instrumento alternativo de organização e de luta que os trabalhadores de TI do Brasil estão construindo. Uma frente que defenda os interesses dos trabalhadores e independente de governos e das empresas.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Assembleia virtual reforça luta dos trabalhadores contra privatização do SERPRO

 

 

Os trabalhadores do SERPRO estão firmes em defender a empresa do desmonte e da privatização. A disposição foi reafirmada na assembleia virtual organizada pelos sindicatos do RS e de SC (Sindppd/RS e Sindpd/SC) na 4ª feira (16/12) à tarde. Cerca de 250 trabalhadores de 7 estados (RS, SC, RJ, BA, PE, PI e CE), além do Distrito Federal, estiveram presentes. Entre eles, participaram representantes de sindicatos e de OLTs e colegas até mesmo de cidades do interior, como de Ijuí (RS) e de Feira de Santana (BA).

Sobre o fechamento dos escritórios, veja neste link >> Reunião mediada pelo MPT sobre o fechamento dos escritórios do Serpro teve importantes encaminhamentos

 

A assembleia teve uma parte informativa bem densa e esclarecedora sobre o que ocorre atualmente no SERPRO e que tem sido pouco divulgado, relatada por Marco Sobrosa, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração. Estamos frente à decisão da empresa de fazer terceirização no setor de desenvolvimento, além de realização de concurso público temporário. Os advogados Aderson Bussinger e Alysson Bentlin, que integram a frente jurídica, abordaram a situação das ações jurídicas que tomaram e explicaram os passos do processo de privatização. Durante a assembleia, foi visto no site do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e anunciado aos presentes que já está definida a empresa que irá participar da modelagem da privatização do SERPRO e da DATAPREV.

Bussinger e Bentlin ressaltaram que as ações jurídicas são importantes, mas se não estiverem apoiadas pela mobilização e pela pressão dos trabalhadores correm o risco de darem em nada. Vários colegas que estavam na assembleia reforçaram que a organização e a luta dos trabalhadores são o que poderão barrar o fim da empresa SERPRO e uma perda muito grande para a TI pública.

 

Em Janeiro, teremos nova assembleia para debater e encaminhar ações contra a privatização

Neste sentido, ficou o compromisso de organizar uma próxima assembleia em Janeiro de 2021 para avançarmos ainda mais na organização da resistência. Assim que  marcarmos, divulgaremos a todos e a todas. Também segue a arrecadação para a campanha de marketing e de assessoria parlamentar.

Ajude a divulgar esta matéria, chame seus colegas. A hora de lutar em defesa do SERPRO é agora!

 

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Sindppd/RS


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Gravíssimo ataque hacker ao STJ e outros órgãos expõe o erro da terceirização e da privatização na TI pública


Desde o dia 5 de Novembro, alguns portais de notícia vêm informando um grave ataque hacker contra o STJ (Superior Tribunal da Justiça). Logo a seguir, vários veículos da mídia comercial nacional reportaram o fato, que foi confirmado pelo STJ, e também noticiaram que ocorreu invasão hacker em sistemas do Ministério da Saúde e da Secretaria de Economia do Governo do Distrito Federal (GDF). A Polícia Federal investiga se há relação entre os ataques aos diferentes órgãos públicos federais, de Brasília e outros estados.

O ataque hacker ao STJ está sendo classificado como o pior no país. Embora a notícia tenha vazado à mídia somente na 5ª feira (5/11), o problema foi constatado pelos técnicos do STJ dois dias antes, na 3ª feira (3/11) à tarde, quando ocorreu uma indisponibilidade do sistema que determinou a interrupção dos julgamentos por vários dias. Segundo um relatório da área de tecnologia do STJ obtido pela TV Globo, a falha foi ocasionada por um ataque cibernético, o qual comprometeu a integridade dos arquivos do sistema. Desde o ataque até hoje (9/11), todos os sistemas da Corte estavam inoperantes, incluindo comunicações por e-mail.

O portal O Bastidor trouxe ainda a informação de que se trata de um ramsomware, quando hackers sequestram importantes bases de dados e apenas devolvem o acesso em troca de dinheiro.  De acordo com uma fonte ouvida pelo portal, a situação é gravíssima, pois toda a base de dados do tribunal foi criptografada e os dados dos cidadãos e funcionários da Corte estão nas mãos dos hackers. São milhares de dados e informações sigilosas de pessoas, de empresas e de governos que foram citados ou são alvo de processos judiciais no STJ, bem como resultados de decisões judiciais, que estão nas mãos de hackers.

 

A privatização e a terceirização devem ser combatidas. TI pública garante segurança e soberania tecnológica ao país

Não é a primeira vez, e nem será a última, que ocorrerão ataques aos dados em órgãos públicos se continuarem as terceirizações, desmontes e privatização da TI pública nos diferentes órgãos e nas empresas públicas como SERPRO e DATAPREV – em nível nacional – e na TI pública nos estados e municípios.

Na 6ª feira (6/11), uma matéria exclusiva do O Bastidor aponta que serviços fundamentais de TI do STJ (Superior Tribunal de Justiça), entre eles o de cibersegurança, estão terceirizados à empresa Globalweb. A empresa teria, ao menos, dois contratos com o órgão, sendo a responsável por garantir a segurança dos sistemas do STJ, incluindo a proteção do banco de dados, que foi criptografado pelos hackers.

O portal traça a relação da proprietária da empresa com um assessor da família do presidente Jair Bolsonaro, que ficou famoso nas investigações do caso Fabrício Queiroz e das “rachadinhas”. Também aponta que a empresa Globalweb obteve numerosos e lucrativos contratos nos últimos anos junto a órgãos públicos de Brasília, mesmo com a sua proprietária tendo sido acusada sistematicamente de corrupção e fraudes em licitação no decorrer das últimas décadas.

 

Leia a matéria na íntegra neste link >>  https://obastidor.com.br/justica/empresa-ligada-a-wassef-cuida-da-ciberseguranca-do-stj-30

 

O DATASUS, que cuida dos sistemas de TI do Ministério da Saúde, o qual também foi atingido por ataque hacker, está terceirizado.

Temos vários casos em nível nacional, estadual e nos municípios que revelam irregularidades e danos à população em contratos de terceirização. Infelizmente, muitas concorrências são utilizadas para beneficiar empresas de correligionários políticos ou como moeda de troca de favores.

Na área da TI pública não tínhamos muitas ocorrências porque ainda existem fortes e sólidas empresas PÚBLICAS nacionais, como o SERPRO e a DATAPREV, estaduais (como a PROCERGS, PRODEMGE etc.) e até municipais (como a PROCEMPA em Porto Alegre) de alta qualidade técnica e que prestam bons serviços, com segurança e com planejamento, à população. Em mais de 40 anos dessas empresas públicas, não temos um ÚNICO registro de vazamento de informação ou de danos imensos, como este que ocorreu no STJ, devido a ataque hacker.

Ao invés de fortalecer as empresas públicas de TI e expandir suas atuações nas áreas públicas, os governos sucateiam e querem privatizá-las para que o setor privado lucre com os dados do país e dos seus cidadãos. Imagine os dados previdenciários da população, da arrecadação dos governos e as informações pessoais (desde o nascimento até a morte de cada brasileiro) em mãos erradas! Informação é poder, e pode ser transformada em muitos milhões de reais como mostram os hackers que atacaram o STJ!

 

Por isso, vamos defender e fortalecer as empresas públicas de TI.

Não ao desmonte e à privatização do SERPRO e da DATAPREV!

Mais investimento e concurso público!

 

Sindppd/RS

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Mudança de presidente acelera processo de privatização do SERPRO. Precisamos reforçar a luta!

 


Se alguém achava que a saída de Caio Mario Paes de Andrade da presidência do SERPRO era uma boa notícia, pois poderia estancar o desmonte e a privatização da empresa, errou. Várias OLTs, sindicatos, a FNI e a FENADADOS, bem como colegas mais experientes em relação aos jogos políticos, viam essa mudança de papel do sr. Caio com muita desconfiança. Estavam certos, infelizmente.

A ida de Caio Paes de Andrade para substituir Paulo Uebel na Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital vem acelerando o processo de privatização da empresa. Como bem observaram alguns trabalhadores, e foi noticiado no site Convergência Digital, o governo federal e a direção do SERPRO têm tido reuniões quase que semanais com outros órgãos, inclusive o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para tratar da pauta "Aceleração do PND [programa nacional de desestatização] para SERPRO e DATAPREV".

O portal CD apurou ainda que o secretário Caio Andrade tem se reunido com representantes do governo dos EUA (Estados Unidos) para tratar de pautas econômicas. "Coincidentemente", um desses encontros ocorreu na 5ª feira (8/10), um dia antes da reunião do governo e da direção do SERPRO sobre a privatização da empresa.

Fica cada vez mais evidente que o governo federal pretende efetivar a privatização do SERPRO e da DATAPREV. Inclusive, está tomando várias medidas, mesmo sem ter ainda passado por votação no Congresso Nacional, onde deverá encontrar resistência devido à articulação dos trabalhadores com parlamentares. E está cada vez mais comprovado o que as OLTs, os sindicatos e a maioria dos trabalhadores vêm dizendo há muito tempo: que há interesses grandes envolvidos nesses processos, inclusive de empresas transnacionais, querendo abocanhar o nicho hoje ocupado pelas empresas públicas de TI junto ao governo federal.

O desmonte e a venda da empresa avançam enquanto os trabalhadores do SERPRO prosseguem produzindo muito e inovando. São várias entregas novas em meio à pandemia, que têm ajudado a preservar vidas. O governo federal se aproveita dessa situação, pois agrega mais valor numa privatização da empresa. Querem saquear o país e entregar nossas riquezas e nossas informações sem nenhum tipo de preocupação. É gente preparada para lucrar a qualquer custo, apesar dos sorrisos amarelos e do faz de conta que criam em seus comunicados.

Está mais do que na hora, colega, de organizarmos com força a retomada da luta em defesa do SERPRO e da DATAPREV públicos. Precisamos de uma grande jornada, apesar de ainda estarmos em pandemia, pois o governo entreguista e destruidor da soberania nacional não parou um dia sequer de planejar a destruição do patrimônio incalculável que são os dados que guardam as nossas empresas públicas de TI. Também estão preparando a privatização dos CORREIOS e de várias outras empresas fundamentais para o país.

Não podemos nos iludir achando que se mostrarmos "trabalho" não seremos demitidos. Basta ver o que aconteceu com a privatização da DATAMEC no final dos anos 90: além da destruição da empresa e das demissões em massa, a empresa UNISYS, compradora da DATAMEC, passou a ameaçar o governo de parar os serviços caso não recebesse os exorbitantes valores que exigia (CLIQUE AQUI para relembrar). Para cortar custos e ampliar lucros, muitos serão demitidos se a empresa for privatizada.


Organizar ações contra a privatização!



Vem pra luta em defesa do SERPRO e da DATAPREV!


Sindppd/RS

 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Direção do SERPRO, secretário Caio e governo avançam perigosamente rumo à PRIVATIZAÇÃO da nossa empresa. Vamos bater palmas para eles?

 



A notícia de uma live do presidente do SERPRO, Gileno Barreto, e do secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Caio Mario Paes de Andrade, nesta 3ª feira (13 de Outubro) tem gerado indignação dentro da empresa. De forma espontânea, surgiu entre os trabalhadores um movimento contrário à live, pois não é coerente que os trabalhadores do SERPRO, que dão o melhor de suas vidas para construir a maior empresa pública de TI do mundo, que foram exemplares nas entregas de serviços em meio à pandemia e que quase todos os dias apresentam soluções de TI grandiosas para o país em benefício da população, aceitem assistir uma live com dois dos protagonistas centrais da destruição do SERPRO como empresa pública.

Pensamos que a forma de ajudar nossa empresa é começar a mostrar que NÃO QUEREMOS o fim do SERPRO e a perda da soberania tecnológica do nosso país. Somos maiores do que estes que fazem graça com o nosso trabalho e com a nossa empresa, que já enfrentou crises - muitas vezes, com problemas de administração - mas sempre superando desafios e mostrando inovação e excelência na prestação de serviços.

As representações dos trabalhadores são favoráveis ao debate franco e aberto, mesmo quando divergimos das políticas da empresa. No entanto, faz um bom tempo que não existe debate, são só monólogos, muitas vezes recheados de piadas sem graça e, inclusive, de defesa de tempos ditatoriais tenebrosos, os quais não gostaríamos de lembrar. Hoje, o que está posto para nós, trabalhadores, é enfrentarmos ou nos calarmos!

As representações dos trabalhadores apoiam esse movimento e convocam todos e todas que se preocupam com o futuro do SERPRO, da TI pública e dos nossos empregos a BOICOTAR a live da próxima 3ª feira (13/10). Temos que nos manter unidos e mobilizados em defesa da empresa pública!




Sindppd/RS e Sindpd/SC/ FNI , FENADADOS e sindicatos filiados