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FNI - Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática {APOIAM ==> SINDPD/SC; SINDTIC/SE; OLT SERPRO/BA; OLT SERPRO/RJ; OLT Dataprev/SP; OLT Datraprev/RS; OLT SERPRO/RS; SINDPD/RS }

O Que é a FNI

A FNI é o instrumento alternativo de organização e de luta que os trabalhadores de TI do Brasil estão construindo. Uma frente que defenda os interesses dos trabalhadores e independente de governos e das empresas.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Reunião com a direção do SERPRO confirma o que já sabíamos, que o desmonte será GIGANTE. Na DATAPREV, já começou!


O desmonte da DATAPREV e do SERPRO não é pouca coisa, é parte do projeto do atual governo de entrega da soberania, de desindustrialização, de destruição da natureza. É um retrocesso incalculável para o Brasil!

Este projeto está em andamento nas duas empresas de forma clara e aberta: fechamento de 20 escritórios na DATAPREV e de 16 escritórios no SERPRO - este, já reconhecido em reunião pelos diretores da empresa no dia 10/01, última 6ª feira. No SERPRO ainda, dezenas de colegas das redes locais da Receita Federal seguem em casa e sem trabalho, avançam estudos sobre o fechamento de regionais, a venda dos prédios etc.



ESTAMOS EM CONTAGEM REGRESSIVA

Nossas empresas trabalham com um produto muito poderoso, os dados; elas têm valor imensurável devido à importância do que guardam em suas bases de dados e dos produtos que colocam à disposição do governo e da população.

Você sabia que  o governo destina ao SERPRO apenas 13% de tudo o que é gasto com TI em nível federal? A DATAPREV deve custar ainda menos do que isso. Então por que as empresas privadas querem tanto colocar as mãos nas nossas empresas? Esta é uma importante reflexão que precisamos fazer.

O nosso projeto é diferente, defendemos as empresas públicas com serviços de qualidade, com requalificação dos trabalhadores e sem corrupção por parte dos governos e das direções das empresas. Não defendemos as empresas públicas somente para garantir empregos. Este é o nosso diferencial do projeto ultraliberal do Paulo Guedes e de seus sócios. Eles querem lucrar, entregar tudo para as grandes empresas privadas sem se importar com o que acontecerá depois, quando der tudo errado e o país ficar refém dos bandidos de paletó e gravata. Um exemplo da DATAPREV chamou a nossa atenção: a presidente da empresa colocou 48 CCs (cargos em comissão), os quais custam, por ano, 1/4 do que a diretoria e o governo dizem que podem economizar com o fechamento de 20 escritórios, onde estão empregadas 493 pessoas! A constatação é óbvia, o desmonte e a privatização em curso não são para economizar!

O projeto deles tem força porque conquistou, por meio de mentiras, uma parte da população e porque unificou os grandes empresários sedentos por aumentar seus lucros sem precisar fazer esforço, pois a clientela já está pronta, é o governo federal. Mas tem um fato que precisamos compreender: eles NÃO SÃO INVENCÍVEIS. Nossa força reside no fato de que dedicamos o melhor das nossas vidas no trabalho, que temos uma moral a defender e que não queremos entregar as empresas para os rapineiros de plantão.

Eles só podem vencer se nós, trabalhadores, deixarmos o timão do barco na mão deles.



O EXEMPLO DOS TRABALHADORES DA CASA DA MOEDA E DA LUTA DOS FRANCESES CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA TAMBÉM PODE SER NOSSO!

Os trabalhadores da Casa da Moeda colocaram o pé na porta e entraram porque é insuportável a ideia de que pessoas que dedicaram parte das suas vidas na construção daquele patrimônio estejam hoje sem garantia de manter seus empregos e a própria empresa. A nossa situação não é diferente e, inclusive, está mais avançada porque já temos quase 200 trabalhadores das redes locais da RFB/ funcionários do SERPRO e quase 500 colegas da DATAPREV com a corda no pescoço.

Temos que nos levantar agora porque, no final, estarão todos nesta situação se aceitarmos passivamente. Se fomos corajosos no passado recente para lutar pela nossa empresa e por nossos empregos e por salários, por que agora que estamos perdendo os empregos iremos nos calar?


ATENÇÃO: campanha de arrecadação financeira nacional para subsidiar o contrato com um grupo jurídico coordenado pelo advogado da FENADADOS, Sávio Lobato; advogado da FNI, Aderson Bussinger; e os advogados Eugênio Aragão e Felipe Santa Cruz. Precisamos arrecadar R$ 150 mil. A solicitação é de que cada colega contribua com um valor a partir de R$ 30,00; pedimos que os colegas não sindicalizados contribuam com mais. A conta para depositar a contribuição será divulgada em breve, por favor prepare-se e ajude!!







A resposta dos trabalhadores deve ser contundente. Mobilização já!

Em defesa dos nosso direitos e dos empregos, e em defesa das nossas empresas, nós precisamos nos mobilizar!






Sindppd/RS e Sindpd/SC/FNI, FENADADOS e sindicatos filiados

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