Componentes da Frente
O Que é a FNI
A FNI é o instrumento alternativo de organização e de luta que os trabalhadores de TI do Brasil estão construindo. Uma frente que defenda os interesses dos trabalhadores e independente de governos e das empresas.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
SERPRO: Banco de horas sem negociação tem falhas. Não se apresse para fazer a opção!
Os trabalhadores foram surpreendidos com uma norma GP de número 89, criada pela empresa, que coloca em risco outros direitos previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e na norma da flexibilidade. A empresa também está fazendo pressão para que os trabalhadores façam a opção pelo banco de horas.
É importante entender que a adesão ao banco de horas é um aditivo ao contrato de trabalho individual.
O jurídico da FNI, ao analisar a Norma GP 89, entende que a mesma não pode alterar o Acordo Coletivo de Trabalho e não deve suplantar a norma 83 que prevê a flexibilidade.
Não precisa correr, é melhor tirar dúvidas e só optar com segurança!
OLTs e sindicatos que constroem a FNI
terça-feira, 3 de julho de 2018
DATAPREV vira cabide de emprego de líder do governo de Temer
O jornal O Globo publicou uma reportagem na segunda-feira (2/07), bastante replicada pelos demais meios de comunicação em todo o país, que desvenda o esquema do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE), o qual transformou a empresa em um cabide de empregos ocupados por meio de indicações políticas.
Infelizmente, não é a primeira vez que a DATAPREV e, muito menos uma empresa pública, é usada como moeda de barganha política. Trabalhadores da DATAPREV têm sofrido, nos últimos anos, uma forte tentativa de retirada de direitos, de rebaixamento de salários e de sucateamento das condições de trabalho e da própria empresa via terceirizações. De outro lado, a população é tolhida de usufruir e acessar mais serviços e de mais qualidade. Trabalhadores e a população em geral são preteridos e prejudicados pelo uso da administração pública para benefício e enriquecimento de poucos.
As OLTs da DATAPREV, as associações estaduais (AEDs) e a ANED (Associação Nacional dos Empregados) fizeram uma nota de repúdio, em forma de abaixo assinado, ao esquema recém descoberto e exigem o "fim do uso eleitoreiro da empresa". Nós, OLTs e sindicatos ligados à FNI, apoiamos essa iniciativa e a luta em defesa da empresa pública para TODOS os brasileiros.
Matéria do jornal O Globo: Funcionários da Dataprev repudiam indicações de líder do governo
Veja, abaixo, o abaixo-assinado:
Nós funcionários e ex-funcionários da DATAPREV, abaixo-assinados, viemos demonstrar publicamente nosso repúdio contra as ações tomadas pelo atual governo e seus aliados políticos, apresentadas na reportagem veiculada no jornal O Globo, de 02 de julho de 2018, e demais veículos da mídia, tratando do loteamento de cargos na DATAPREV, uma empresa de tecnologia do Governo Federal que há 43 anos vem prestando um serviço de excelência a toda população brasileira, responsável pelo processamento da maior folha de pagamento da América Latina, as aposentadorias do INSS, como também outros produtos e serviços, tudo isso com muita inovação e credibilidade, graças ao seu corpo funcional, que possui excelentes profissionais, concursados e com certificações reconhecidas internacionalmente.
Não é de hoje que o loteamento político dos cargos compromete a missão primordial da DATAPREV que é o fornecimento de Soluções de Tecnologia para a Execução e o Aprimoramento das Políticas Públicas Sociais do Brasil, segundo a citada denúncia, o Deputado Federal André Moura (PSC) é o congressista que estaria fatiando a empresa entre seus aliados e congregados. Trata-se de uma velha estratégia de corrupção: preencher ou até mesmo criar cargos comissionados onde nem há necessidade, como parece ser o caso da unidade da Dataprev em Sergipe, aonde foram nomeados para importantes cargos, assessores de diretoria e presidência para prestação deste relevante serviço de forma remota. E o pior: essas indicações não atendem a qualquer requisito técnico, o que coloca em risco a qualidade do serviço que a Dataprev presta a população e toda a dedicação de décadas de seus trabalhadores para pôr a empresa no patamar que ela hoje ocupa.
Não compactuamos com esta prática que não condiz com a ética, a moralidade e o compromisso que guiam os ótimos serviços que a DATAPREV presta à sociedade. Exigimos deste governo o respeito e o fim do uso eleitoreiro desta empresa, priorizando o perfil técnico para seus quadros e não o fraterno familiar.
Assinam o abaixo-assinado:
ANED (Associação Nacional dos Empregados da DATAPREV)
FNI (Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática)
Associação dos Empregados da DATAPREV - PE
Associação dos Empregados da DATAPREV - BA
Associação dos Empregados da DATAPREV - AL
Associação do Pessoal da DATAPREV - PB
Associação dos Empregados da DATAPREV - SP
Associação dos Empregados da DATAPREV - PI
Sindpd/SC
Sindppd/RS
Organização por Local de Trabalho (OLT) - RJ/AR
Organização por Local de Trabalho (OLT) - SC
Organização por Local de Trabalho (OLT) - RN
Organização por Local de Trabalho (OLT) - BA
Organização por Local de Trabalho (OLT) - SP
Organização por Local de Trabalho (OLT) - RS
Organização por Local de Trabalho (OLT) - PI
Organização por Local de Trabalho (OLT) - AL
Organização por Local de Trabalho (OLT) - PA
ENTENDA O CASO
De acordo com a reportagem do jornal O Globo, cargos de confiança em Sergipe, onde a estatal mantém um pequeno escritório, foram preenchidos por apadrinhados do deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo no Congresso e pré-candidato ao Senado. Houve indicação política em pelo menos 16 dos cerca de 60 cargos de confiança existentes na DATAPREV. Oito foram preenchidos por indicação direta de Moura.
Dois desses comissionados são assessores diretos do presidente da Dataprev, André Leandro Magalhães, recebem salário de R$ 18,9 mil, moram em Aracaju e pouco aparecem em Brasília, onde o presidente dá expediente.
Segundo "O Globo", o currículo desses servidores não justifica a contratação deles do ponto de vista técnico. São advogados, um primo do deputado e uma ex-proprietária de salão de beleza. Moura controla também o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principal cliente da DATAPREV.
OLTs e sindicatos que constroem a FNI e entidades parceiras
*Post atualizado em 5/07 para inserir mais entidades apoiadoras ao abaixo-assinado e o link da matéria do jornal O Globo
Infelizmente, não é a primeira vez que a DATAPREV e, muito menos uma empresa pública, é usada como moeda de barganha política. Trabalhadores da DATAPREV têm sofrido, nos últimos anos, uma forte tentativa de retirada de direitos, de rebaixamento de salários e de sucateamento das condições de trabalho e da própria empresa via terceirizações. De outro lado, a população é tolhida de usufruir e acessar mais serviços e de mais qualidade. Trabalhadores e a população em geral são preteridos e prejudicados pelo uso da administração pública para benefício e enriquecimento de poucos.As OLTs da DATAPREV, as associações estaduais (AEDs) e a ANED (Associação Nacional dos Empregados) fizeram uma nota de repúdio, em forma de abaixo assinado, ao esquema recém descoberto e exigem o "fim do uso eleitoreiro da empresa". Nós, OLTs e sindicatos ligados à FNI, apoiamos essa iniciativa e a luta em defesa da empresa pública para TODOS os brasileiros.
Matéria do jornal O Globo: Funcionários da Dataprev repudiam indicações de líder do governo
Veja, abaixo, o abaixo-assinado:
Nós funcionários e ex-funcionários da DATAPREV, abaixo-assinados, viemos demonstrar publicamente nosso repúdio contra as ações tomadas pelo atual governo e seus aliados políticos, apresentadas na reportagem veiculada no jornal O Globo, de 02 de julho de 2018, e demais veículos da mídia, tratando do loteamento de cargos na DATAPREV, uma empresa de tecnologia do Governo Federal que há 43 anos vem prestando um serviço de excelência a toda população brasileira, responsável pelo processamento da maior folha de pagamento da América Latina, as aposentadorias do INSS, como também outros produtos e serviços, tudo isso com muita inovação e credibilidade, graças ao seu corpo funcional, que possui excelentes profissionais, concursados e com certificações reconhecidas internacionalmente.
Não é de hoje que o loteamento político dos cargos compromete a missão primordial da DATAPREV que é o fornecimento de Soluções de Tecnologia para a Execução e o Aprimoramento das Políticas Públicas Sociais do Brasil, segundo a citada denúncia, o Deputado Federal André Moura (PSC) é o congressista que estaria fatiando a empresa entre seus aliados e congregados. Trata-se de uma velha estratégia de corrupção: preencher ou até mesmo criar cargos comissionados onde nem há necessidade, como parece ser o caso da unidade da Dataprev em Sergipe, aonde foram nomeados para importantes cargos, assessores de diretoria e presidência para prestação deste relevante serviço de forma remota. E o pior: essas indicações não atendem a qualquer requisito técnico, o que coloca em risco a qualidade do serviço que a Dataprev presta a população e toda a dedicação de décadas de seus trabalhadores para pôr a empresa no patamar que ela hoje ocupa.
Não compactuamos com esta prática que não condiz com a ética, a moralidade e o compromisso que guiam os ótimos serviços que a DATAPREV presta à sociedade. Exigimos deste governo o respeito e o fim do uso eleitoreiro desta empresa, priorizando o perfil técnico para seus quadros e não o fraterno familiar.
Assinam o abaixo-assinado:
ANED (Associação Nacional dos Empregados da DATAPREV)
FNI (Frente Nacional dos Trabalhadores em Informática)
Associação dos Empregados da DATAPREV - PE
Associação dos Empregados da DATAPREV - BA
Associação dos Empregados da DATAPREV - AL
Associação do Pessoal da DATAPREV - PB
Associação dos Empregados da DATAPREV - SP
Associação dos Empregados da DATAPREV - PI
Sindpd/SC
Sindppd/RS
Organização por Local de Trabalho (OLT) - RJ/AR
Organização por Local de Trabalho (OLT) - SC
Organização por Local de Trabalho (OLT) - RN
Organização por Local de Trabalho (OLT) - BA
Organização por Local de Trabalho (OLT) - SP
Organização por Local de Trabalho (OLT) - RS
Organização por Local de Trabalho (OLT) - PI
Organização por Local de Trabalho (OLT) - AL
Organização por Local de Trabalho (OLT) - PA
ENTENDA O CASO
De acordo com a reportagem do jornal O Globo, cargos de confiança em Sergipe, onde a estatal mantém um pequeno escritório, foram preenchidos por apadrinhados do deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo no Congresso e pré-candidato ao Senado. Houve indicação política em pelo menos 16 dos cerca de 60 cargos de confiança existentes na DATAPREV. Oito foram preenchidos por indicação direta de Moura.
Dois desses comissionados são assessores diretos do presidente da Dataprev, André Leandro Magalhães, recebem salário de R$ 18,9 mil, moram em Aracaju e pouco aparecem em Brasília, onde o presidente dá expediente.
Segundo "O Globo", o currículo desses servidores não justifica a contratação deles do ponto de vista técnico. São advogados, um primo do deputado e uma ex-proprietária de salão de beleza. Moura controla também o comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), principal cliente da DATAPREV.
OLTs e sindicatos que constroem a FNI e entidades parceiras
*Post atualizado em 5/07 para inserir mais entidades apoiadoras ao abaixo-assinado e o link da matéria do jornal O Globo
segunda-feira, 2 de julho de 2018
BB TECNOLOGIA: GREVE dos trabalhadores fecha campanha salarial com avanços. A luta vale a pena!
Fotos da assembleia em Porto Alegre (RS)
Representantes do sindicatos da FNI do RS e de SC, FENADADOS e a direção da BB TECNOLOGIA assinaram o Acordo Coletivo (ACT) em 29 de Junho no TST (Tribunal Superior do Trabalho), encerrando a campanha salarial da categoria. CLIQUE AQUI para acessar a ata
Este foi o último passo de uma luta árdua e longa traçada pelos trabalhadores da empresa. Graças à organização da categoria, que entrou em GREVE para pressionar a direção da BB TECNOLOGIA e do governo federal a negociarem as reivindicações, o Tribunal mediou um acordo para os 2 anos (campanhas salariais 2017 e 2018) que resultou em avanços.
Veja abaixo os principais itens conquistados:
– REAJUSTE SALARIAL E DOS BENEFÍCIOS em 100% do INPC para 2017;
– REAJUSTE SALARIAL E DOS BENEFÍCIOS em 80% do INPC para 2018;
– Abono de R$ 736,00 para compensar os retroativos à data-base. O valor é maior do que o retroativo para a grande maioria dos trabalhadores;
– Dias parados da GREVE NÃO serão descontados, podendo ser compensados INTEGRALMENTE pelos trabalhadores
Em relação ao PLR, que a empresa queria acabar com a cláusula no ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), mas com a força da luta a mesma será mantida.
MAIS DO QUE UMA CAMPANHA SALARIAL DE RESISTÊNCIA
Os trabalhadores da BB TECNOLOGIA tiveram a coragem de ir à luta, mesmo com os duros ataques de retirada de direitos pela direção da empresa. Após diversas negociações sem avanços e que chegaram a um impasse, os colegas de SP, PR, MT, BA foram os primeiros a decretar GREVE, que depois se espalhou para SC, RS e PE. Mais tarde, aderiram CE, Distrito Federal (Brasília) e outros.
A paralisação fez as negociações andarem em relação à proposta feita pela direção da empresa, que iniciou em ZERO e, depois, chegou à mesma proposta feita pelas direções do SERPRO e da DATAPREV. A ampla rejeição dos trabalhadores nas assembleias e a própria greve forçaram ainda mais a direção da BB TECNOLOGIA, que em mediação no TST, com o apoio da vice-presidência do Tribunal, ofereceu então a proposta final aceita pelos trabalhadores: 100% do INPC para 2017, 80% para 2018 e um abono de R$ 736,00 para compensar o retroativo.
Quando as tratativas estavam sendo finalizadas, a assembleia em Porto Alegre, junto com outros estados, não aceitou que o PLR ficasse de fora do Acordo Coletivo, e constatou que havia um erro na ata do TST, a qual excluía o direito de os trabalhadores decidirem se queriam compensar ou descontar os dias parados. Após a solução destes dois problemas resolvidos com a mediação na última sexta-feira no TST, o Acordo foi fechado.
A GREVE dos trabalhadores da BB TECNOLOGIA é uma vitória da categoria e dos trabalhadores em geral, na manutenção de seus direitos e por melhores salários e condições de trabalho.
À luta, colegas da TI!
OLTs e sindicatos da FNI e entidades parceiras
quinta-feira, 21 de junho de 2018
A força da mobilização impõe reunião no TST para a solução do impasse da GREVE na BB TECNOLOGIA
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| Trabalhadores do RS em GREVE |
O assessor do TST, juiz Rogério Neiva Pinheiro, fez um amplo relato sobre os novos procedimentos adotados nesta gestão e, também, em relação às tratativas que vêm sendo feitas desde 2017 naquela casa, quando começaram a aparecer várias situações de categorias com reajuste zero e data-bases em aberto por longos períodos.
Após os relatos da BB TECNOLOGIA e da representação dos trabalhadores, o esforço do mediador do TST foi no sentido de entender quais são os principais impasses colocados pelas partes.
A representação da FNI fez referência a três questões que têm preocupado e produzido grande indignação aos trabalhadores:
# A BAIXA MÉDIA SALARIAL em relação a outras estatais de TI;
# O alto custo do PLANO DE SAÚDE;
# A falta de um plano de cargos que garanta mobilidade para os trabalhadores
# O alto custo do PLANO DE SAÚDE;
# A falta de um plano de cargos que garanta mobilidade para os trabalhadores
Outro tema que foi citado é sobre os dias da GREVE, que precisam ser bem analisados para que não tragam impactos negativos aos trabalhadores, que já têm seus salários bastante rebaixados.
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| Sindicatos do RS e de SC na reunião no TST em Brasília (DF) |
Após ouvir as partes, foi produzida uma ata (VEJA AQUI) que servirá como base para o vice-presidente do TST se manifestar por documento, na próxima segunda-feira (25/06), oferecendo uma proposta alternativa a ser avaliada pelos trabalhadores.
É importante citar que, após a reunião com as representações da FENADADOS e da FNI, o TST teve um encontro agendado com as representações da FEITTINF, que estavam com GREVE em três estados até esta 5ª feira (21/06), produzindo uma ata com encaminhamentos bastante diferenciados. A solução encontrada com eles foi de encaminhar para julgamento somente a data-base de 2017.
A força da união nos fez chegar até aqui, e será fundamental para que tenhamos a melhor proposta para ser avaliada pelos trabalhadores, em assembleia no início da próxima semana. O momento é de avaliar a mobilização em cada estado e debater com a categoria.
Só com luta conseguimos avançar!
OLTs e sindicatos que constroem a FNI e entidades parceiras
sexta-feira, 8 de junho de 2018
Só com UNIDADE, trabalhadores da BBTS conseguirão avançar na Campanha Salarial
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| Colegas do RS em greve |
Os sindicatos ligados à FENADADOS, em sua maioria estão rejeitando a proposta da empresa. Na BA, os trabalhadores estão em greve desde o dia 30 de Maio e, em PE, a paralisação começa na próxima terça-feira (12/06). Agora é hora de todos deliberarem pela greve.
Até o final da semana passada, a direção da BB TECNOLOGIA manteve a proposta de um Acordo Coletivo (ACT) para 2 anos, repondo a inflação nos salários e benefícios pelo INPC (1,66%) para a data-base 1º de Setembro de 2017 e, de 60% do INPC, para 1º de Setembro de 2018, sem pagar os retroativos. Já na segunda-feira (4/06), às vésperas da GREVE, a empresa voltou a negociar com as representações dos trabalhadores e se comprometeu em pagar 4 meses de retroativos, que poderiam ser trocados por um "abono indenizatório" de R$ 488,00, acatando sugestão da FENADADOS de transformar o retroativo de 4 meses em abono.
ACT da BBTS é um dos piores entre as empresas públicas de TI. Nossa Campanha Salarial é por AVANÇOS!
A BB TECNOLOGIA é a empresa pública de TI, entre federais e estaduais, com os salários e benefícios mais rebaixados. A empresa tem cerca de 3.500 trabalhadores em todo o país, com uma média salarial de R$ 2.000,00. O desconto do plano de saúde é altíssimo; para ter uma ideia, um funcionário que tenha 2 dependentes gasta em torno de R$ 700,00 para essas 3 pessoas (o trabalhador e seus dependentes)!
Para piorar, o plano de carreira não funciona, não tem ascensão funcional etc.
A BB TECNOLOGIA é a empresa de TI do Banco do Brasil, que está entre os 3 maiores bancos do país. Em 2017, registrou crescimento de 54,2% em seu lucro líquido, alcançando ganhos de R$ 11,1 bilhões. Dinheiro esse que, como enxergamos agora na Campanha Salarial da BBTS (em que a empresa também tem alta lucratividade), não é revertido aos trabalhadores em reajuste salarial e nem em melhores condições de trabalho.
A luta dos colegas da BB TECNOLOGIA é mais do que justa; é pela própria sobrevivência. Na situação atual, em que empresas públicas e privadas querem se utilizar da Reforma Trabalhista para tirar direitos dos trabalhadores, o LUGAR DOS SINDICATOS é junto à categoria, organizando e indo pra luta! É o que estão fazendo os sindicatos e trabalhadores ligados à FNI!
A hora AGORA é de se unir e fazer uma GREVE NACIONAL de verdade, que junte todas as bases do país!
Essa tentativa de transformar a campanha em "competição" de federações, que está sendo feita por alguns, não é a guerra pela qual devemos lutar. Nossa luta é contra a diretoria da BB TECNOLOGIA e o governo federal, que querem submeter os trabalhadores da empresa a uma grande derrota. O momento é de todos nos UNIRMOS para conseguirmos avanços nos salários e em direitos. As entidades que fugirem da "unidade para vencer", estarão ajudando o nosso inimigo: a política da empresa e do Governo Temer.
Nossa luta precisa se fortalecer! A entrada em GREVE de todos os CATs do país é uma necessidade para vencermos e uma obrigação das entidades que querem representar, à altura, os trabalhadores das suas bases.
À luta!
OLTs e sindicatos que constroem a FNI e entidades parceiras
terça-feira, 29 de maio de 2018
Todo apoio à luta contra os altos preços dos combustíveis e a carestia em geral e às greves das categorias que estão na frente desta peleia!
Trabalhadores da TI,
a greve dos caminhoneiros e o grande apoio que conquistou reflete a insatisfação de grande parte dos trabalhadores brasileiros com o momento atual, em que apenas nós estamos pagando pela crise. Estamos sendo sugados para que as grandes empresas mantenham seus lucros: pagamos alto preço pelos combustíveis e demais itens da nossa sobrevivência como alimentação, saúde e educação; o país amarga um forte desemprego e o aumento da miséria; estamos tendo nossos direitos duramente atacados pela Reforma Trabalhista. Os governos, subservientes, aplicam a agenda das grandes empresas por meio da política de privatizações, em especial da Petrobras e da Eletrobras, que significa a entrega da matriz energética do nosso país às multinacionais.
A corrupção alcançou níveis intoleráveis. Os trabalhadores petroleiros também entram em greve na próxima quarta-feira (30/05) contra o alto preço de TODOS OS COMBUSTÍVEIS e contra a PRIVATIZAÇÃO das refinarias – a REFAP, aqui do RS, está na lista das privatizações. Precisamos dar também todo o nosso apoio e solidariedade!
Estamos todos indignados com essa situação e queremos mudanças sim. Mas devemos estar atentos para qual saída apontar: nenhum outro caminho que não seja o da mobilização dos trabalhadores para derrotar as políticas e pôr um fim a este governo entreguista e corrupto de Michel Temer trará uma nova realidade. Nenhuma saída autoritária que quebre os espaços democráticos que temos hoje, e que já são poucos, beneficiará os trabalhadores e a maior parte da população brasileira.
É urgente que as centrais sindicais organizem um dia nacional de paralisação rumo à GREVE GERAL!
Apenas a luta dos trabalhadores muda a vida! À luta!
Abaixo, a resolução da central sindical a que o Sindppd/RS é filiado, a CSP-Conlutas:
CSP-Conlutas apoia a greve dos caminhoneiros, repudia a intervenção do Exército e faz um chamado à GREVE GERAL. Pela unidade na luta com todas as centrais!
Há uma semana, os caminhoneiros do país estão em greve. A mobilização tem paralisado o Brasil e conseguido um importante apoio de toda a população.
A redução do preço do combustível e do gás é uma reivindicação de todos (as). A política de liberação de preços do governo Temer tem como objetivo a privatização da Petrobras para entregá-la às grandes companhias de petróleo estrangeiras.
O governo negociou uma proposta rebaixada diante das reivindicações dos caminhoneiros, que foi rejeitada pela categoria e ampliou a greve. Agora, liberou o Exército para intervir na greve e “desobstruir” as estradas. Isso é inadmissível!
Chamamos as centrais sindicais a se reunirem imediatamente e tomar uma posição enérgica. É preciso parar o país, é preciso aumentar as manifestações em apoio aos caminhoneiros, contra a intervenção do Exército, é preciso uma Greve Geral para lutar por uma pauta que enfrente os principais problemas dos trabalhadores.
O momento exige unidade na luta. Vamos unificar as greves de todas as categorias! Vamos realizar manifestações em todo país! Todos juntos com os caminhoneiros!
A CSP-Conlutas deve combater a visão expressa por setores do movimento que, apoiados nos elementos policlassistas da mobilização, que conta com a participação desde setores precarizados de trabalhadores, motoristas autônomos até grandes transportadoras, se negam a apoiar a greve dos caminhoneiros, classificando como locaute.
Devemos intervir no sentido de afirmar o caráter progressivo das reivindicações e combater os interesses dos setores empresariais, apontando a verdadeira razão dos altos preços dos combustíveis e do gás, enquanto resultado direto da política de liberação dos preços praticada pelo governo Temer e pela direção da Petrobras. Exigimos uma Petrobras 100% estatal e sob controle dos trabalhadores! Fora Parente!
A CSP-Conlutas orienta:
# Todos os seus sindicatos e regionais a procurar os piquetes e bloqueios e prestar solidariedade ativa à greve e procurar as outras centrais e organizações para ações conjuntas em solidariedade a greve;
# Chamar a realização de assembleias, atos, manifestações, paralisação nas bases de nossas organizações para fazer o apoio ativo a partir de segunda-feira;
# Buscar unificar no dia 29/05 as lutas das diversas categorias e em apoio aos caminhoneiros e contra a intervenção do Exército;
# Orientar a confecção de materiais, cartaz, adesivos de apoio aos caminhoneiros;
# Orientar aos nossos sindicatos e oposição petroleiros a propor antecipação à greve nacional e exigir o mesmo às FNP/FUP/CUT/CTB pela redução e congelamento dos preços dos combustíveis e gás. Contra a privatização, por uma Petrobras 100% Estatal sob controle dos trabalhadores;
# A CSP-Conlutas incorpora ao seu calendário as datas unificadas das diversas categorias (FONASEFE e outras e as demandas aprovadas nos setoriais)
Colocando suas forças nas mobilizações em solidariedade aos caminhoneiros e construindo a greve geral, apontamos um programa unitário:
# Contra a intervenção do Exército! Abaixo a repressão! Fora o Exército das refinarias, das estradas e do Rio de Janeiro!
# Apoio a greve dos caminhoneiros
# Redução e congelamento dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha!
# Defesa da Petrobras 100% estatal com controle dos trabalhadores. Não à privatização!
# Contra a privatização da Eletrobras!
# Contra o desemprego, redução de jornada de trabalho para 36 horas semanais sem redução de salário
# Revogação da Reforma Trabalhista! Seguimos dizendo não a qualquer reforma da Previdência!
# FORA TEMER!
A CSP-Conlutas também se apresentará com suas propostas e programa e defende que pela ação direta possamos botar para fora Temer e todos os corruptos, construindo uma alternativa dos trabalhadores e trabalhadoras. Neste sentido, combaterá e denunciará as falsas saídas de conciliação de classes, bem como as alternativas antidemocráticas dos setores que pregam a intervenção militar.
Texto divulgado pelo Sindppd/RS em seu site: http://www.sindppd-rs.org.br/todo-apoio-a-luta-contra-os-altos-precos-dos-combustiveis-e-a-carestia-em-geral-e-as-greves-das-categorias-que-estao-na-frente-desta-peleia%E2%80%8B/
Texto divulgado pelo Sindppd/RS em seu site: http://www.sindppd-rs.org.br/todo-apoio-a-luta-contra-os-altos-precos-dos-combustiveis-e-a-carestia-em-geral-e-as-greves-das-categorias-que-estao-na-frente-desta-peleia%E2%80%8B/
terça-feira, 22 de maio de 2018
SERPRO só esperou a assinatura do Acordo Coletivo para impor novas medidas contra os trabalhadores
Jornada de 12x36 é a primeira! À luta pelos nossos direitos!
Mesmo não considerando ser a melhor proposta, a maioria dos estados que participaram da mesa de negociação da FENADADOS e dos sindicatos de SC e RS aceitaram a última proposta encaminhada pelo SERPRO em 9 de Maio. Com essa decisão, ficou a sensação, em muitos trabalhadores, de que abrimos mão de questões importantes: o retroativo de 11 meses nos salários e nos benefícios para o ano de 2017; a mudança do índice, de IPCA para INPC, que teve algum impacto para o ano de 2018; e a diminuição dos valores na hora extra e adicional noturno para os níveis da CLT. A perda destes benefícios e de parte da recomposição salarial infelizmente tem sido uma realidade em várias categorias. As empresas se utilizam da tática de negar tudo por longos meses para, ao final, depois que os trabalhadores perdem a paciência, oferecer propostas que não garantem a manutenção de todos os direitos.
É importante entendermos o que há por trás de todas essas manobras das direções das empresas públicas e dos empresários do setor privado. Enfrentamos uma realidade desfavorável aos trabalhadores em todo o Brasil e em outros países da América Latina e de outros continentes. Com a crise econômica que começou em 2008 em nível mundial e não se encerrou, muitos governos estão impondo retrocessos ENORMES na legislação trabalhista para RETIRAR DIREITOS.
No Brasil com a Reforma Trabalhista, congelamento de gastos por 20 anos e lei das terceirizações irrestritas feitos por um governo que resultou de um IMPEACHMENT organizado pelo grande capital e não pelos trabalhadores - diferente do que aconteceu com o impeachment de Collor, em que a juventude e os trabalhadores foram para as ruas - o ataque aos nossos direitos está tendo eco na "NOVA CLT". De nova não tem nada; há, na verdade, um recuo para quase um século na legislação trabalhista brasileira. Mas essa nova CLT vem pintada de COR de ROSA, com pretensas medidas modernizantes, e mais: é, em sua maioria, constituída por medidas que valem a partir do ACEITE dos trabalhadores, sendo vendidas como medidas boas.
Nesta onda "modernizante", ficou "velho" pedir redução da jornada de trabalho sem reduzir salários, lutar por mais direitos sociais e por aumento do número de empregos. O caminho seguro a ser tomado por empresas como o SERPRO é diminuir direitos.
As empresas passaram a agir com muita força a partir da Reforma Trabalhista do Governo Temer reduzindo os direitos dos trabalhadores, aumentando a margem de lucro das empresas e o caixa dos governos - cuja boa parte dos recursos é desviada para corrupção e para os bancos. Todas as medidas da "moderna CLT" começam sendo implementadas como liberdade da empresa; daqui a pouco, podem virar regra porque será mais econômico para as empresas e os impactos são inimagináveis. Os especialistas que denunciaram as medidas da Reforma Trabalhista, entre eles juízes, médicos etc. fundamentaram bem os prejuízos que podemos ter no futuro em nossos direitos e na saúde.
Para quem mora em cidades grandes, por exemplo, a redução de até 30 minutos no intervalo do almoço é um bom paliativo para fugir do trânsito pesado, mas está sendo usado pelas empresas como se fosse uma redução de jornada. Da mesma forma, o trabalho em casa (home office) é empregado para reduzir custos da empresa. E sem se dar conta, os trabalhadores também o utilizam para fugir da confusão do trânsito, com isso perdendo parte da sua vida privada. No caso do SERPRO, a empresa está impondo salário de jornada de 6 horas no trabalho em casa, mas já sabe que não haverá redução de produtividade.
Jornada 12 x 36 abre as portas para a retirada de direitos pelo SERPRO
A norma da jornada 12 x 36 lançada na última sexta-feira (18/05) pode fazer com que, em uma semana, se trabalhe mais de 46 horas para, em outra, trabalhar mais de 30 horas, totalizando em média 42 horas de trabalho semanal. Isso significa mais trabalho, trabalhos nos finais de semana e feriados, sem qualquer compensação financeira ao trabalhador! Há que se considerar que o nosso corpo não é uma máquina que se adapta a tudo sem sofrer os impactos do trabalho extenuante. Outro detalhe importante é que a empresa poderá fazer concurso para esta nova jornada, impedindo o trabalhador de optar pela jornada normal de 8h e enfraquecendo nossa luta por melhores condições de trabalho.
Precisamos entender o que está realmente acontecendo. Governos e o grande capital nos impõem retrocessos graves, os quais são pintados de cor de rosa para nos ludibriar mas, na verdade, são parte de um presente cinza do qual ainda não conhecemos toda a profundidade dos prejuízos. Ainda mais quando sabemos que o mundo do trabalho em que vivemos comportaria redução de jornada sem redução salarial e tantas outras medidas benéficas à nossa saúde e à convivência social, aumentaria empregos etc. No entanto, o Brasil amarga 27 milhões de desempregados e de empregos bastante precarizados. O salário médio dos trabalhadores caiu mais de 10% nos últimos três anos.
Por fim, o cafezinho agora é nas máquinas e acabou com dezenas de empregos já precários, a ginástica laboral já não existe faz tempo. Jornada 12 x 36, campanhas salariais que não chegam nem a repor toda a inflação e diminuição de alguns direitos. Os ataques são enormes e precisaremos nos preparar muito bem; apenas a RESISTÊNCIA dos trabalhadores poderá impedir tanto retrocesso.
Vamos à luta!
OLTs e sindicatos que constroem a FNI e entidades parceiras
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